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A honra tinha de ser lavada com sangue. Daí o duelo, por isso a lâmina. Durante o combate, o ferido gritava touché - tocado - para que a luta pudesse ser interrompida (a honra exigia sangue, não necessariamente morte) Depois, touché também passou a ser o grito do vencedor. Com a proibição dos duelos, a honra procurou outras lavanderias, a esgrima virou esporte e touché deixou as frases de armas para virar uma palavra universal. | | | | Usada no mundo dos negócios e em outros mundos como sinônimo de vitória. Não é o nosso caso. Na verdade, somos estes dois opostos: fomos tocados e queremos tocar. Nosso touché é mais uma intenção do que uma comemoração. Por isso, o ponto antes do touché: é um ponto inicial e não um ponto final. Mesmo num ambiente globalizado, uma espada é tão eficiente quanto um míssil. Além de exigir habilidade, propiciar um manejo mais prazeroso, permitir bons modos e até certa elegância. Mas, novamente, a idéia não é ferir. Tocar é a palavra. |
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